Acho que já disse isto umas 20 vezes, só hoje, e ia atirando uma pedra à televisão... Estava eu muito bem, sentadinha no meu sofá, quando começam a falar da greve geral, e alguém (já nem me lembro quem) disse que os trabalhadores estão a ser idiotas (vá, não usou esta expressão) ao fazerem greve atrás de greve, cá em casa levantou tudo a cabecita da areia e ficaram indignados, mas eu cá continuo na mesma, o senhor tem muita razão. Tal como os gregos perderam toda a razão quando começaram a fazer greves e a explodir com tudo o que tinha vidros, os trabalhadores portugueses estão a perder a razão.
Então, pensemos em conjunto: quando os trabalhadores fazem greve, a fábrica, a escola, o supermercado, o banco ou qualquer outro estabelecimento, ficam sem gente para trabalhar, certo? Então, se não há pessoas a trabalhar, nesse dia, e em todos os dias que os trabalhadores fizerem greve, esse tal estabelecimento não produz ou não lucra, como quiserem. E, se isto acontece, não existe crescimento económico, porque pensem que sim ou que não, um dia de greve geral, UM DIA, faz um grande diferença.
Quando eu digo que todos os trabalhadores que fizerem greve perdem a razão, eu quero dizer que queixam-se da austeridade, queixam-se que não há dinheiro, queixam-se que tudo está mal, mas depois fazem GREVE, mas como é que isto cabe na cabeça de alguém? E, sim, eu sei que fazer greve é um direito de todos, mas vamos pensar um bocadinho, sim?
Eu ainda percebo as manifestações, aliás, eu apoio as manifestações pacíficas, mas vamos lá pensar bem, e não façam greve, não façam greve porque ao fazer greve estão a espetar uma grande faca no vosso próprio peito. Manifestem-se, mas vão trabalhar, não vamos seguir o exemplo da Grécia, vejam onde isso os levou...
Vamos dizer que não, vamos dizer que não à austeridade, vamos dizer que não à preguiça, vamos dizer que não ao desrespeito pelo povo, vamos dizer que não à falta de delicadeza na politica europeia, vamos dizer que não à GREVE, e vamos dizer que sim à revolução pacifica, vamos dizer que simao trabalho, vamos dizer que sim à ajuda ao próximo, vamos dizer que sim a uma grande reviravolta neste país, mas para isso, é preciso trabalhar agora mais do que nunca, porque é o pior momento que atravessaremos. Vamos dizer que não...
Estamos Numa Gaiola de Loucos
Compreendemos mal o mundo e depois dizemos que ele nos decepciona.
sexta-feira, 9 de novembro de 2012
quinta-feira, 2 de agosto de 2012
O drama, o horror desta preparação olímpica...
Estou completamente aparvalhada (e sim, esta é mesmo a única
palavra que me vem à cabeça para me descrever) com a representação portuguesa
nos Jogos Olímpicos. Então, mas eles andaram todos a fumar daquilo que faz mal,
ou é impressão minha?
Logo a começar bem, no sábado, foram afastados da competição
Diogo Carvalho (400m-estilos), Sara Oliveira e Carlos Almeida na natação.
Depois a Lei Mendes foi eliminada do Ténis de Mesa e na ginástica, Manuel
Campos não passou das eliminatórias.
Já no domingo, a história repetiu-se, Joana Castelão falhou
o apuramento para a final de tiro~- 10m, na natação foram eliminados Tiago
Venâncio e Ana Rodrigues, no Judo, Joana Ramos despediu-se de Londres, Zoi
Lima, na ginástica artística, não foi apurada para a final, e no ténis de mesa,
foi eliminado João Monteiro.
![]() |
| Superar o possível?, até agora, dos 77 atletas, só uns 5 superaram o possível, os outros nem por isso... |
Na segunda-feira foi o dia da desilusão, a Telma foi
eliminada logo na primeira ronda, para começar bem, o João Pina, eliminado foi,
isto no Judo. Na natação, o Pedro Oliveira (200m - mariposa) não ficou apurado
para as meias-finais. Marcos Freitas foi eliminado, no Ténis de Mesa, e Pedro
Martins perdeu, sendo assim eliminado no badminton. Na vela, as portuguesas
(cujos nomes não me recordo), conseguiram alcançar a sua 4º derrota.
Na terça-feira, Sara Oliveira não conseguiu apuramento para
as meias-finais de 200m Mariposa, no badminton, Telma Santos foi eliminada e a
Carolina Borges nem se dignou a aparecer para a prova.
Na quarta-feira, Pedro Oliveira fixou um novo recorde
nacional de 200m - costas, mas ainda assim não conseguiu a passagem às
meias-finais e nos 200m-estilos, Diogo Carvalho ficou-se por apurar. No tiro -
25m, Joana Castelão não foi apurada para a final.
Hoje, Yahima Ramirez eliminada, no Judo e Simão Morgado
ficou fora das meias-finais, na Natação.
Portanto, isto tem estado a correr muito bem...
Vamos ver como se safa o português no trampolim, amanhã,
como vai correr o remo, visto que foram apurados para as finais, e como corre o
atletismo, espero que corra muito bem, espero que eles corram todos muito bem.
terça-feira, 5 de junho de 2012
"Alimente Esta Ideia"
No nosso quotidiano somos bombardeados pelos meios de comunicação com notícias que suscitam a ideia de países desenvolvidos ou em desenvolvimento esquecendo os problemas sociais que assombram grandes cidades. Através de grandes superficiais comercias e festas deslumbrantes tentam encher as notícias dos jornais não sobrando espaço para demonstrar a verdadeira realidade, aquela que se observa durante a noite e também o dia que evidencia a pobreza que ainda existe nas ruas, a existência de fome por detrás de um excesso de festas e glamour.
Em resposta a estes problemas sociais existem organizações sociais que decidem intervir através de políticas de ajuda e caridade trazendo um novo alento àqueles que estão a parte da sociedade e que choram por um pouco de compaixão.
Decidi abordar então o Banco Alimentar Contra a Fome, verificando que devido à globalização é visível a crescente preocupação relativamente ao assunto da falta de comida em todos os países mais carenciados, que na sua maioria se situam no hemisfério sul do globo.
Os bancos alimentares são medidas necessárias mas temporárias pois, apesar de todas as pessoas terem direito a um nível de vida que lhes assegura saúde e bem-estar relativamente não só a alimentação mas também ao vestuário, habitação e assistência médica isto não acontece em vários sítios do mundo. Estas instituições são privadas, ou seja, nada têm a ver com o Estado, são apolíticas, e comprometem-se a praticar uma gestão transparente obedecendo a regras restritas e idênticas para todos os bancos, possuem uma contabilidade organizada e estes bancos alimentares lutam contra o desperdício de produtos alimentares distribuindo-os às pessoas carenciadas.
Os Bancos Alimentares, são uma emanação da sociedade civil e devem ser por ela, alimentados com trabalho voluntário, produtos e fundos. Não se pretende uma caridade condescendente: a resposta dos dadores deve ser um gesto consciente, uma opção de cidadania que vai contribuir para criar mais justiça e mais igualdade.
Ano após ano, mais e mais pessoas passam fome e cada vez menos preocupação existe na sociedade. São instituições como esta que mantêm a sociedade de pé, e salvam da morte muitas famílias. Os Bancos Alimentares em atividade recolhem e distribuem várias dezenas de milhares de toneladas de produtos e apoiam ao longo de todo o ano, a ação de mais de 1.800 instituições em Portugal. Por sua vez, estas distribuem refeições confecionadas e cabazes de alimentos a pessoas comprovadamente carenciadas, abrangendo já a distribuição total mais de 275.000 pessoas.
Com o aumento do desemprego, da pobreza e, consequentemente, da má qualidade de vida de muitos portugueses, os Bancos Alimentares põem, literalmente, a comida na mesa de muitos.
De acordo com os seus Valores, a Dádiva e a Partilha, os Bancos Alimentares recusam o primado do dinheiro: a sua abordagem inscreve-se numa lógica de promoção de uma solidariedade ativa e responsável. Esforçam-se por dar testemunho de pobreza e despojamento, pela aceitação da dependência.
O objetivo principal do Banco Alimentar, é a luta contra o desperdício. Numa economia de mercado que gera excedentes alimentares em perfeitas condições de consumo, mas que por razões diversas não são comercializáveis, a postura de gratuidade dos Bancos Alimentares chega a ser provocatória.
Num mundo onde o individualismo e o corporativismo dão origem à rejeição, é importante sublinhar o espírito no qual se exerce a atividade humana dos Bancos Alimentares, cuja missão é lutar contra a exclusão e ser agente de unidade.
Frequentemente, vemos imagens de pessoas esfomeadas em África e com todo o cinismo de quem não se apercebe do que se passa, ou simplesmente não se preocupa em saber, dizemos Oh, coitadinho!, mas não paramos para pensar que próximo de nós existem pessoas que também passam fome e que essas conseguimos ajudar, apenas nada fazemos porque nos habituámos a ficarmos em casa no nosso sofá a ver as tragédias do Mundo em vez de lutarmos contra elas.
Acima de tudo, os Bancos Alimentares são isso mesmo, são uma tentativa bem-sucedida de lutar contra aquela que é uma das maiores injustiças conhecidas pela humanidade.
(primeira parte do texto escrita por Marta Mota)
sexta-feira, 13 de abril de 2012
Geração à Rasca
Alguns dos meus contemporâneos (jovens desta geração), denominaram-nos Geração à Rasca, isto porque na nossa geração não há dinheiro para carros, nem casas, e cada vez há menos dinheiro para os estudos, por estas razões (e mais algumas), há cada vez mais pessoas a viver em casa dos papás, cada vez mais pessoa a andar nos carros dos papás e cada vez menos pessoas com estudos.
Dizemos não ter dinheiro para tudo isso, mas no entanto, continuamos a comprar telemóveis (de ultima geração), continuamos a comprar computadores portáteis, continuamos a passar o dia em frente à televisão (como se não se pagasse a energia consumida), continuamos a sair à noite, continuamos a beber, continuamos a fumar, continuamos a fazer viagens de finalistas, a ir a festivais de secundário e a festivais de música, e coisas que tais... E pergunto eu, temos dinheiro para tudo isto, mas para os estudos, não? Sim, isso faz todo o sentido.
Mas o pior ainda está para vir, como diz o povo, o pior é que os nossos queridos papás, nos deixam fazer tudo o que queremos, apenas ficam a olhar para aquilo que fazemos como se nada fosse. e depois o país todo se queixa que o desemprego está a 15% , pois, visto que cada vez menos jovens querem trabalhar... E daqueles que querem nem todos têm esse direito, vá-se lá perceber porquê!
- Geração à rasca, só se for do cérebro! -
sexta-feira, 30 de março de 2012
25 anos
25 anos?
Como é que é possível que um homem acusado de matar quatro pessoas, seja sentenciado a passar apenas 25 anos na prisão?
Ele matou aquelas pessoas mas antes violou não sei quantos jovens, ele é considerado por muitos um assassino em série, e aparentemente os assassinos em série matam aquelas pessoas todas, são apanhados, passam 25 anos na prisão, saem e voltam ao mesmo... Lindo!
Não, não estou a defender a pena de morte(embora seja a favor), estou apenas a dizer que 25 anos é pouco tempo para alguém que mata e viola pessoas porque sim. Se Jack, o Estripador tivesse sido apanhado seriam 25 anos suficientes? Estariam contentes se ele fosse sentenciado a 25 anos de prisão? Bem me parecia que não!
25 anos? Isso significa que qualquer bebé que nasça nos próximos 10 anos terá entre 15 a 25 anos quando ele sair da prisão, mesmo na faixa etária que ele gosta...
Bem, espero que fiquem a pensar nisso! 25 anos é pouco, digo eu...
Como é que é possível que um homem acusado de matar quatro pessoas, seja sentenciado a passar apenas 25 anos na prisão?
Ele matou aquelas pessoas mas antes violou não sei quantos jovens, ele é considerado por muitos um assassino em série, e aparentemente os assassinos em série matam aquelas pessoas todas, são apanhados, passam 25 anos na prisão, saem e voltam ao mesmo... Lindo!
Não, não estou a defender a pena de morte
25 anos? Isso significa que qualquer bebé que nasça nos próximos 10 anos terá entre 15 a 25 anos quando ele sair da prisão, mesmo na faixa etária que ele gosta...
Bem, espero que fiquem a pensar nisso! 25 anos é pouco, digo eu...
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